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República Checa caminha para cenário de eleições antecipadas

República Checa caminha para cenário de eleições antecipadas
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A partir desta terça-feira, a demissão do governo checo passou a ser oficial. O primeiro-ministro, Jiri Rusnok, apresentou ao chefe de Estado, Milos Zeman, o desmantelamento do executivo de tecnocratas que foi o próprio presidente a nomear há pouco mais de um mês.

Rusnok não sobreviveu à derrota na moção de confiança votada no parlamento, na semana passada. Mas o governo vai manter funções até haver uma saída para o impasse político. O presidente do Senado checo, Milan Stech, diz-se convencido de que “a câmara baixa do parlamento vai decidir-se agora pela autodissolução, medida que o presidente deverá confirmar o mais rapidamente possível.”

Os deputados vão pronunciar-se no próximo dia 20. Se avançarem para a dissolução, poderá haver eleições legislativas antecipadas na República Checa já no mês de outubro. E a verdade é que os três partidos que pretendem esse cenário detêm a maioria necessária no parlamento.

O analista político Jindrich Sidlo considera que este “é o início de uma era que vai reforçar o poder do presidente Milos Zeman, em contraponto com os partidos. Nos últimos dois meses, Zeman tem atuado como o único timoneiro da política checa.”

Recorde-se que o país vive uma crise política desde o afastamento intempestivo do anterior primeiro-ministro, Petr Necas, na sequência de um folhetim que envolveu corrupção e ligações sentimentais.