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Cabecinha oitava na marcha de "ouro" de Lashmanova

Cabecinha oitava na marcha de "ouro" de Lashmanova
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A portuguesa Ana Cabecinha estabeleceu esta terça-feira a melhor marca pessoal do ano ao terminar os 20 km marcha, dos Mundiais de Atletismo de Moscovo, na oitava posição, com o tempo de 1h29m17seg. A medalha de ouro foi, sem surpresa, para a “anfitriã” Elena Lashmanova, a campeão olímpica que há um ano bateu o recorde do Mundo da categoria (1h25m02seg). Desta feita, a marchar em casa, a russa, cumpriu a distância em 1h27m08seg.

Na segunda posição, com a medalha de prata, ficou a também russa Anisya Kirdyapkina, com mais três segundos. O bronze foi para a chinesa Hong Liu (1h28m10seg), que beneficiou da desqualificação de outra russa, Vera Sokolova, já no interior do estádio.

Outras duas portuguesas competiram nos 20 km marcha: Inês Henriques terminou na 11.a posição (1h30m28seg) e Vera Santos na 17.a (1h31m35seg).

No salto à vara, nestes Mundiais de Moscovo, outra russa arrecadou o ouro sem grande surpresa. A atual detentora do recorde do Mundo (5,06 metros), Elena Isinbayeva saltou ao primeiro ensaio para a melhor marca pessoal do ano: 4,89 metros. Depois, a russa ainda arriscou três tentativas para aumentar um centímetro ao máximo mundial, mas sem êxito. Seria a despedida perfeita, uma vez que Isinbayeva, de 31 anos, anunciou o desejo de fazer uma pausa na carreira para cumprir o sonho de ser mãe, admitindo, porém, um eventual regresso à competição após a gravidez.

A medalha de prata, no salto à vara, coube à norte-americana Jennifer Suhr (4,82 metros) e a de bronze à cubana Yarisley Silva, com um salto igual, mas ao terceiro ensaio – mais um do que Suhr.

Na final dos 3000 metros obstáculos, vitória, igualmente sem surpresa, da queniana Milcah Chemos Cheywa. Medalha de bronze da categoria nos dois últimos Mundiais, a recordista africana cumpriu a distância esta terça-feira em 9m11s65, superiorizando-se à compatriota Lidya Chepkurui (9m12s55) e à etiope Sofia Assefa (9m12s84), num podio 100 por cento africano.

No heptatlo, o ouro foi para a ucraniana Ganna Melnychenko, que somou um total de 6586 pontos em Moscovo. A 56 pontos, com a medalha de prata, ficou a candiana Brianne Theisen Eaton (6530). O bronze, por último, coube à holandesa Dafne Schippers (6477).

O recorde do Mundo, no heptatlo, pertence à norte-americana Jackie Joyner-Kersee, é de 7291 pontos e foi batido há quase 25 anos (setembro de 1988). A melhor marca deste ano é pertença da russa Tatyana Chernova, com 6623 pontos.

Nas categorias masculinas, o destaque vai para o norte-americano LaShawn Merrit, que, com uma ponta final avassaladora, ficou a escassos centésimos do recorde do Mundo (43,18 segundos) fixado pelo compatriota Michael Johnson em agosto de 1999. Merrit, ainda assim, estabeleceu esta terça-feira em Moscovo a melhor marca do ano na distância: 43,74 segundos.

A medalha de prata vai também para os Estados Unidos, no peito de Tony McQuay (44,40 segundos – recorde pessoal) e o bronze e pertença de Luguelín Santos, da República Dominicana (44,52 segundos – melhor marca pessoal do ano).

Na final dos 800 metros masculinos, vitória para etíope Mohammed Aman, de apenas 19 anos. O campeão mundial indoor do ano passado cumpriu a distância outdoor esta terça-feira, no Estádio Luzhniki, em 1m42s31, um novo máximo em 2013. A medalha de prata foi para o norte-americano Nick Symmonds (1m43s55) e o bronze para Ayanleh Souleiman, do Djibuti (1m43s76).

O recorde do Mundo dos 800 metros masculinos pertence ao queniano David Rudisha, é de 1m40s91 e foi fixado em agosto do ano passado nos Jogos Olímpicos. Rudisha falhou os Mundiais de Moscovo devido a lesão.

No lançamento do disco, por fim, Robert Harting não deu hipóteses. O alemão conquistou o terceiro título mundial consecutivo com um lançamento de 69,11 metros, ficando, apesar de tudo, a quase cinco metros do recorde do Mundo (74,08 metros) estabelecido em 1986 por Jürgen Schult, então em representação da República Democrática Alemã.

Em segundo lugar, nestes Mundiais de Moscovo, ficou o polaco Piotr Malachowski, detentor da melhor marca do ano (71,84 metros), mas que desta feita não foi além dos 68,36 metros. A medalha de bronze no lançamento do disco ficou no peito do estónio Gerd Kanter, com um lançamento de 65,19 metros.