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Comunidade internacional em suspenso sobre possível intervenção militar na Síria

Comunidade internacional em suspenso sobre possível intervenção militar na Síria
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A Rússia apela aos Estados Unidos para que não avancem para uma intervenção militar na Síria e pede que seja feita uma investigação imparcial sobre o uso de armas químicas nos arredores de Damasco. O chefe da diplomacia de Moscovo, Serguei Lavrov, lembra que os norte-americanos não devem repeter o que chamou de “aventura do Iraque”.
Entretanto, França garante que nenhuma decisão foi tomada mas que todas as opções estão em cima da mesa. Em entrevista ao canal France 2, o primeiro-ministro francês afirmou: “fazemos uma exigência: que a comissão das Nações Unidas faça o seu inquérito de forma livre e rápida para que seja conhecida a verdade. Mas é quase certo que o regime de Bashar al-Assad usou armas químicas contra o próprio povo.” Jean-Marc Ayrault lembra ainda que “quando termine a comissão de inquérito, esperamos que a comunidade internacional tome uma decisão firme, clara, o Conselho de Segurança deve reunir-se. A Comunidade Internacional não pode permitir que se cometa este crime contra a humanidade.”

Há ainda informações, não confirmadas oficialmente, que garantem que o exército francês já estará pronto para intervir, mesmo sem o avalo das Nações Unidas.

Depois de ter desmentido que estaria a enviar armas para os rebeldes, o governo da Turquia já declarou que fará parte de qualquer coligação militar contra o regime sírio.

Do lado britânico e norte-americano não há para já uma posição definitiva. A diplomacia do Reino Unido teme que ja tenham sido destruídas algumas provas do uso de armas químicas.
O presidente dos Estados Unidos tem estado em contacto permanente com a comunidade internacional e com os responsáveis da defesa americana. Mas Obama já fez saber que caso se confirmem as suspeitas de uso de armas químicas, a “resposta será grave”.