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Pode uma exposição revitalizar a crença na União Europeia?

Pode uma exposição revitalizar a crença na União Europeia?
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Depois do sucesso na Primavera, a Casa da História Europeia no Exílio reabre as portas para contar como a União Europeia chegou ao fim em 2018.

O “museu fictício” fica num antigo internato, no coração de Bruxelas e, a oito meses das eleições europeias, o artista belga Thomas Bellinck quer alertar para os perigos do populismo e austeridade.

“Tento mostrar como os cidadãos estão a perder o sentido de responsabilidade e a consciência do que é estar na União Europeia. Tento mostrar como é que as instituições funcionam, porque as pessoas já não sabem. E também que a paz em que vivemos é um momento especial na história, que pode não durar para sempre, que pode acabar”, afirma Bellinck, que é sobretudo encenador teatral.

A exposição menciona outra Casa da História Europeia, que é na realidade o nome de um museu que abrirá no final de 2015, no antigo edifício Eastman, perto do Parlamento Europeu.

A diretora, Taja Vovk van Gaal, acredita que é possível mostrar uma identidade e narrativa europeia.

“Desejamos apresentar diferentes pontos de vista sobre diferentes processos e eventos, mas também dar ao visitante a oportunidade para usar o seu conhecimento e experiências para confrontar o que será mostrado na exposição”, explica van Gaal .

O Parlamento Europeu vai investir 52,4 milhões de euros para criar o museu e 12 milhões, anuais, para o funcionamento e organização de eventos.

Algo supérfluo para a eurodeputada britânica Marta Andreasen: “Na minha opinião, não há uma identidade europeia. Esta Casa da História Europeia não faz sentido e vai causar mais problemas no relacionamento entre os diferentes Estados-membros porque reescreve a história à sua maneira”.

“Penso que não tem qualquer valor acrescentado e que é um desperdício de dinheiro”, conclui esta parlamentar eleita pelo Partido da Independência do Reino Unido.

Uma vintena de especialistas de 16 países procuram já, por toda a Europa, as peças que vão integrar o museu. Talvez algumas venham da exposição de Thomas Bellinck, visitável todos os fins de semana de Setembro.