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Blackberry: A venda para sobreviver

Blackberry: A venda para sobreviver
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O longo declínio conduz à venda da Blackberry. O anúncio foi feito pela empresa canadiana de telemóveis, esta segunda-feira, quando a rival Apple revelava um novo recorde de vendas.

Um consórcio liderado pelo fundo de investimento canadiano Fairfax propõe 4,7 mil milhões de dólares, ou seja, nove dólares por ação.

A Fairfax, que é o maior acionista da Blackberry, mantém a oferta de compra até 4 de novembro.

Professor de Economia, no Ontário, Ken Wong, considera que “esta opção estava há muito em cima da mesa e foram obrigados a tomar esta decisão que não era desejada. O que precipitou a decisão foram as notícias sobre os prejuízos de mil milhões de dólares, os despedimentos e a forte desvalorização na bolsa”.

A Blackberry, criada em 1984, foi pioneira nos telemóveis ditos inteligentes. O declínio começou com a chegada ao mercado em 2007 do iPhone e dos modelos Android. Em 2010, a empresa canadiana detinha ainda uma quota de mercado de 17%. Mas, este ano, estima-se que fique pelos 3%.

Esta parece ser a derradeira tentativa de sobrevivência da empresa canadiana, após o fracasso do lançamento dos modelos Z10 e Q10, este ano, num mercado fortemente competitivo.

A Blackberry, que com a venda sairá da bolsa, diz esperar prejuízos de mais de 700 milhões de euros no segundo trimestre fiscal e anunciou o despedimento de 4500 pessoas, ou seja, 40% dos funcionários.