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Sobreviventes do naufrágio de Malta finalmente em terra firme

Sobreviventes do naufrágio de Malta finalmente em terra firme
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Chegaram, este domingo, a Porto Empedocle, na Sicília, 56 sobreviventes do naufrágio da passada sexta-feira, ao largo de Malta. Entre eles, várias crianças.

Os sobreviventes que não necessitavam de cuidados médicos urgentes foram transportados para a ilha por um navio da Marinha italiana. Os outros, resgatados pelas autoridades maltesas, tinham já sido encaminhados para o hospital de Valeta.

Os refugiados são, na sua maioria, sírios. Famílias completas que tentavam escapar à guerra civil no país. Tinham embarcado em Zouara, na Líbia, rumo à Europa, em troca de entre 1000 e 4000 dólares pagos aos passadores.

No hospital de Valeta, um refugiado sírio recorda o momento fatídico: “O barco naufragou e as ondas eram grandes e fortes. Foi horrível. Pensámos todos que íamos morrer.”

E, de facto, pelo menos 36 pessoas perderam a vida, no naufrágio do barco que, estima-se, transportava entre 270 e 400 imigrantes.

Esta é a segunda catástrofe no Mediterrâneo numa semana. No passado dia 3, um outro navio de clandestinos naufragou, provocando a morte a 360 pessoas, um balanço novamente revisto em alta, já que as buscas de corpos continuam.

Os primeiros 150 cadáveres desse naufrágio chegaram, igualmente, este domingo, a Porto Empedocle. Sem família, no local, para reclamar os restos mortais, a maioria será enterrada em cemitérios sicilianos.