Última hora
This content is not available in your region

Putin rejeita responsabilidade na detenção de ativistas da Greenpeace

Putin rejeita responsabilidade na detenção de ativistas da Greenpeace
Tamanho do texto Aa Aa

Os tribunais russos continuam a rejeitar a liberdade provisória para os ativistas da Greenpeace, detidos há um mês, durante um protesto contra a exploração petrolífera no Oceano Ártico.

Um membro australiano da organização viu ontem recusado o recurso contra a prisão preventiva até 24 de novembro, à semelhança dos outros 28 ativistas, um fotógrafo e um operador de câmara.

Os 30 homens e mulheres queixam-se das condições de detenção na prisão de Murmansk onde aguardam julgamento por pirataria.

“Viemos trazer-lhes roupas pois quando foram detidos deram-lhes apenas cinco minutos para fazer as malas e asseguraram-lhes que estariam de volta no dia seguinte. A maioria deles veio para aqui quase só com a roupa que trazia vestida”, afirma Dmitry Artamonov, ativista da Greenpeace.

Um mês depois da detenção, 11 prémios Nobel da Paz, juntaram-se ontem aos protestos vindos de várias capitais mundiais, ao endereçarem uma carta ao presidente Vladimir Putin para exigir a libertação dos ativistas.

O porta-voz do presidente russo, reagiu ao apelo, afirmando que Putin não tem qualquer responsabilidade na detenção dos ecologistas: “o presidente tem um grande respeito pelos laureados do prémio Nobel e pela sua opinião mas, nestes caso, a questão refere-se a uma situação que não tem nada a ver com o presidente”, afirmou Dmitry Peskov.

Os advogados da Greenpeace preparam-se para apresentar uma queixa ao tribunal europeu dos direitos do Homem quando terminarem as audições dos recursos dos 30 ativistas.

Vários protestos em Moscovo e São Petersburgo deverão assinalar, esta sexta-feira, um mês de detenção quando os 30 homens e mulheres incorrem numa pena de até 15 anos de prisão por pirataria.