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Chris Froome: "No Tour tudo me correu bem"

Chris Froome: "No Tour tudo me correu bem"
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A vitória categórica de Chris Froome na Volta a França tornou o inglês num dos destaques do desporto mundial em 2013. Agora que a temporada velocipédica chegou ao fim, a euronews esteve à conversa com Froome durante a Sportel, no Mónaco.

euronews: O seu percurso no ciclismo é pouco normal, começou tarde e começou em África.

Froome: Foi muito difícil para mim chegar à Europa. Tive de aprender uma língua nova, encontrar um sítio para viver e começar uma vida nova em Itália. Todo este processo fez parte do desafio de me tornar num ciclista profissional.

euronews: Como se sentiu após a vitória na centésima edição da Volta a França?

Froome: Vencer o centésimo Tour, este ano, foi uma sensação fantástica. Senti uma satisfação enorme, trabalhei no duro para o conseguir. Não acontece frequentemente no desporto trabalharmos com um objetivo em vista e vermos tudo conjugar-se nesse sentido. Este ano a corrida foi assim para mim, foi o ano em que tudo me correu bem.

euronews: Chris Froome é um ciclista bastante completo. Prefere um dia de montanha ou uma etapa plana?

Froome: Sou acima de tudo um trepador mas também não me dou mal nos contrarrelógios, onde consigo roubar bastante tempo aos meus rivais. Considero-me um bom ciclista para provas por etapas, forte na montanha e nos contrarrelógios.

euronews: O inglês tem uma forma de pedalar bastante característica e raramente se levanta do selim, mesmo em montanha. Uma forma de desmotivar os adversários?

Froome: Não se trata de estratégia, é assim que eu sou. É assim que me sinto mais confortável, penso que sou mais forte se segurar bem a bicicleta e ficar no selim. Por vezes levanto-me mas não tantas vezes como os trepadores puros.

euronews: Quais são os objetivos para 2014?

Froome: No próximo ano vou apontar novamente à Volta a França. Vencer este ano o Tour deu-me uma grande motivação, a certeza apaixonante de saber que o posso vencer. A consciência de que estou entre os grandes candidatos à vitória. Não vejo motivo para mudar por isso o que faz mais sentido é tentar repetir o que consegui alcançar este ano.