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ETA: Espanha de olhos postos no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos

ETA: Espanha de olhos postos no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos
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O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos deverá pronunciar-se definitivamente, esta segunda-feira, sobre o caso da militante da ETA, Inés Del Río. Espanha teme que uma decisão desfavorável ao governo de Madrid, se traduza na libertação antecipada de dezenas de etarras.

O governo espanhol apresentou recurso em 2012, depois da instância europeia ordenar a libertação de Del Río, considerando que era vítima de uma aplicação retroativa e irregular da “doutrina Parot”, uma nova jurisprudência espanhola sobre o cálculo das reduções de penas.

A decisão será conhecida um dia depois do segundo aniversário do cessar-fogo unilateral da organização separatista basca.

Del Río foi condenada em 1989 a mais de três mil anos de prisão por uma série de assassinatos. As reduções aos trinta anos de cadeia efetiva previam a libertação para 2008, mas as autoridades apoiaram-se na doutrina Parot para a manter detida.

Segundo a imprensa espanhola, existem mais de 60 militantes da ETA a cumprir pena ao abrigo da contestada doutrina.