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Estados Unidos tentam apaziguar ira francesa

Estados Unidos tentam apaziguar ira francesa
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Apesar de John Kerry ter voado para França e tomado o pequeno-almoço com o Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, continua o desconforto entre os dois países depois do relatório publicado pelo Le Monde, que revela a extensão dos dados telefónicos privados recolhidos de milhões de franceses.

A questão assume proporções europeias e, para alguns setores, a situação – do ponto de vista dos 27 – é incomportável:

“Há muito poucos Estados-Membros que ainda se opõem à criação de normas europeias de proteção de dados, a situação atual não é aceitável, quando os cidadãos sabem que a sua vida pessoal está a ultrapassar fronteiras em milésimos de segundo”, afirma o deputado europeu pelos Verdes, Jan Philipp Albrecht.

Dimitrios Droutsas, do grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas, no Parlamento Europeu, vai mais longe:

“Temos de ser rigorosos com os gigantes tecnológicos, porque eles são os únicos que podem agir e fazer coisas desagradáveis ​​com dados pessoais.”

As mudanças nas leis de proteção de dados na União Europeia prevêem a imposição de até 100 milhões de euros de multa a aplicar às empresas que violem a legislação.

Na sequência deste caso os presidentes Obama e Hollanda falaram ao telefone. Tendo o presidente norte-americano assegurado que os Estado Unidos estão a tentar encontrar um equilíbrio entre segurança e privacidade.