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Grécia cria "rendimento mínimo"

Grécia cria "rendimento mínimo"
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Os gregos têm cada vez menos dinheiro para viver, arrastando muitos para a pobreza extrema.

Face aos efeitos sociais das medidas de austeridade, o governo anunciou o projeto de rendimento mínimo garantido. O programa contará com 20 mil milhões de euros, oriundos do excedente orçamental, e será testado no próximo ano em duas regiões, antes de ser alargado a todo o país.

No segundo trimestre, os rendimentos dos gregos caíram 9,3% em termos anuais. E os gastos com as ajudas sociais representaram 29% do total da despesa pública, contra quase 45% um ano antes.

O professor de Economia, Panayotis Petrakis, considera que “a forma como a crise foi gerida nos últimos três anos causou um choque estrutural na economia grega. Isso criou um enorme peso social, com o desemprego a disparar para níveis elevados, a tal ponto que ninguém pode dizer quanto tempo vai levar para ser retificado”.

Na Grécia, o desemprego supera os 27% e de acordo com o gabinete helénico de estatística, no segundo trimestre, os salários recuaram quase 14 por cento.

O correspondente da euronews em Atenas, Stamatis Giannisis, recorda que “o país tem uma das taxas de desemprego mais altas da Europa e que baixa o número de empresas privadas. A verdadeira aposta da Grécia é o crescimento, mas é preciso muito tempo.”