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Vítimas da ETA manifestam-se contra decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos

Vítimas da ETA manifestam-se contra decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos
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Reclamaram “justiça”, os milhares de espanhóis que convergiram na praça Colón, no centro de Madrid, para um protesto contra uma decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que pode levar à libertação precoce de criminosos condenados, entre os quais vários membros da ETA.

O chefe do governo conservador classificou a decisão de “injusta” e muitos dos que se concentraram este domingo na capital consideram que a justiça espanhola “não deve vergar-se” à decisão do Tribunal Europeu.

“Os criminosos devem pagar”, entoavam muitos dos manifestantes que responderam ao apelo da Associação de Vítimas do Terrorismo (AVT) e do governo espanhol, depois do Tribunal Europeu ter considerado “ilegal” um dispositivo que permite prolongar a detenção de certos prisioneiros, a chamada “doutrina Parot”. Esta jurisprudência do Supremo Tribunal espanhol, aplicada pela primeira vez no caso do etarra Henry Parot, obrigava a calcular a redução do encarceramento sobre o total da pena e não sobre o cúmulo legal que, em Espanha, é de 30 anos.

O veredicto da justiça europeia permitiu a libertação de Inés del Rio Prada ao final de 26 anos de prisão. A militante do grupo separatista basco tinha sido condenada a 3824 de prisão por 24 assassinatos.