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Egito captura número dois do partido de Morsi

Egito captura número dois do partido de Morsi
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O novo governo egípcio prossegue a “caça” aos líderes da Irmandade Muçulmana, com a detenção, esta quarta-feira, do número dois do partido Liberdade e Justiça, a antiga formação do presidente Mohamed Morsi.

Essam el Erian, que se encontrava em fuga, torna-se o décimo primeiro responsável do movimento islamita a ser detido, acusado de incitação à violência durante os protestos pró-Morsi.

Mohammed El-Damati, advogado do ex-chefe de estado denuncia as motivações políticas da detenção: “o dr. Essam foi capturado pois contesta a legitimidade dos líderes do golpe que derrubou Morsi, as acusações contra ele foram apresentadas pelas forças de segurança que são totalmente hostis à Irmandade, o que torna a detenção ilegítima”.

A captura de Essam originou protestos violentos na universidade al-Azhar, no Cairo, que levaram a polícia a entrar nas instalações para deter pelo menos 25 estudantes.

Trata-se da primeira vez que a polícia atravessa o muro da universidade onde se multiplicam, nos últimos meses, os atos de protesto contra a deposição de Mohamed Morsi.