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Seleção espanhola criticada por jogar na Guiné Equatorial

Seleção espanhola criticada por jogar na Guiné Equatorial
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O jogo amigável deste sábado entre a seleção espanhola, campeã mundial, e a equipa da Guiné Equatorial, antiga colónia da Espanha, está a alimentar uma viva polémica.

Várias organizações de defesa dos Direitos Humanos condenaram a realização do jogo, em Malabo, denunciando o regime repressivo e corrupto guineense.

O selecionador espanhol, Vicente del Bosque, disse que se trata apenas de “desportistas”, que não vieram à Guiné Equatorial “para prestigiar, fortalecer ou derrubar ninguém”.

Muitos questionam também por que razão a equipa espanhola concordou em jogar. A federação espanhola de futebol garante que não recebeu contrapartidas, mas o líder da oposição guineense no exílio, Severo Moto, afirmou por telefone à euronews que “da própria embaixada da Guiné Equatorial em Madrid, chegaram informações de que foram entregues 15 milhões de euros para que a partida fosse realizada”. Moto disse que gostaria que isto servisse “para que a comunidade internacional dissesse definitivamente ‘não’ ao regime ditatorial e cruel que Obiang impõe ao povo guineense”.

A Espanha será o primeiro país não africano a jogar em Malabo desde que o presidente Teodoro Obiang Nguema assumiu o poder, em 1979.