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OCDE baixa previsões de crescimento da economia mundial

OCDE baixa previsões de crescimento da economia mundial
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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) baixou as previsões para a economia mundial. Em relação a maio, as estimativas recuaram em quatro décimas.

A OCDE evoca como razões um abrandamento no crescimento das grandes economias emergentes e o facto de as desenvolvidas não conseguirem compensar, devido a problemas bancários, orçamentais e políticos.

O secretário-geral Ángel Gurría defende que “o crescimento mundial em 2013 será de 2,7% e isto é fraco tal como tem sido desde a grande crise de 2009. Agora esperamos que a taxa de crescimento volte aos 4% em 2015. Mas 2013 é um ano de fraco crescimento”.

No próximo ano, a zona euro reata com o crescimento, na ordem de 1%, uma décima menos do que a previsão em maio. Para o Japão prevê-se uma desaceleração para 1,5% e para os Estados Unidos uma aceleração para 2,9%, o que seria o maior ritmo de crescimento desde 2005.

No caso da zona euro, o crescimento continuará a ser desigual e penalizado pelo setor bancário. A OCDE aconselha o Banco Central Europeu a manter a política monetária intacta até 2015 e ponderar a compra de dívida dos governos e empresas, face ao risco de deflação.

No caso português, evoca-se um crescimento de 0,4% no próximo ano, metade das previsões do governo. As estimativas foram mesmo assim revistas em alta.

Ao mesmo tempo, a OCDE prevê que o défice português fique, em 2014, nos 4,6% contra os 4% fixados pelo governo. A dívida pública deverá continuar a aumentar e atingir os 140% do PIB em 2015.