A Eslováquia está em estado de choque com a eleição de um partido de extrema-direita para governar a região de Banská Bystrica.
A tomada de posse do líder do partido Nossa Eslováquia, Marian Kotleba, como novo governador da região, foi adiada por causa dos muitos protestos contra a eleição.
Kotleba tem um historial de declarações racistas e xenófobas: “Primeiro, as pessoas ficaram surpreendidas ao saber que algo assim pode acontecer em pleno século XXI. Agora, as pessoas acordaram e perceberam que há que fazer alguma coisa”, diz Marek Šimon, um dos participantes numa manifestação contra a extrema-direita.
A principal preocupação tem a ver com a comunidade cigana, muito presente na região, que é um dos alvos preferidos do discurso de Kotleba.
A falta de condições da etnia cigana, que conta mais de 400.000 pessoas no país, é uma crítica recorrente aos sucessivos governos da Eslováquia.
A República da Eslováquia é independente há 20 anos, mas os vários governos não souberam resolver as dificuldades das pessoas de etnia cigana, nem a situação de desvantagem que têm na sociedade. Por isso, muitos acreditam que a vitória de Marian Kotleba representa a derrota de toda a elite política.
Reportagem do enviado especial da euronews à Eslováquia, Gergely Bártfai.



