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Vítimas da talidomida vão receber 60 milhões de euros

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Vítimas da talidomida vão receber 60 milhões de euros

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Cerca de cinquenta anos depois, mais de cem vítimas australianas e neozelandesas do fármaco talidomida vão receber uma indemnização de 89 milhões de dólares australianos, cerca de 60 milhões de euros. Depois de uma ação judicial, a britânica Diageo, distribuidora do fármaco, acordou pagar a compensação. A fabricante da talidomida, a alemã Grünenthal, ficou fora do acordo.

O advogado das vítimas Peter Gordon declarou: “As dimensões reais do desastre farmacêutico da talidomida têm sido largamente subestimadas. Sobretudo no que toca ao número de pessoas afetadas que é muito superior ao que o público pensa – não apenas na Austrália e na Nova Zelândia mas em todos os países em que foi distribuída.”

O fármaco foi vendido nos anos 50 às mulheres grávidas para tratar os enjoos matinais, mas provocou graves deformações nos fetos. Uma das vítimas é Mónica McGhie que não escondeu a emoção, quando soube que ia receber a indemnização. Estima-se que cerca de dez mil crianças tenham nascido com deformações, depois de as mães terem tomado talidomida. O medicamento foi vendido em quase 50 países e apenas foi retirado do mercado em 1961.