Última hora

Última hora

Kiev: protestos vão estender-se a outras cidades

Em leitura:

Kiev: protestos vão estender-se a outras cidades

Kiev: protestos vão estender-se a outras cidades
Tamanho do texto Aa Aa

São três as reivindicações dos manifestantes ucranianos: a demissão do governo, o fim da perseguição política e a libertação de Iulia Timochenko.

Um mar de gente voltou a encher as ruas de Kiev, esta quarta-feira, ignorando as ameaças feitas pelo primeiro-ministro. Mykola Azarov já fez saber que não vai tolerar um “desenvolvimento catastrófico da situação” e diz que os manifestantes não passam de provocadores:

“Existem em Kiev 2500 insurgentes que recorrem à força e à habilidade para perturbar a ordem pública com o objetivo de derrubar as estruturas existentes.”

Na véspera de uma reunião da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão aproveitou a deslocação à Ucrânia para se reunir com os principais líderes da oposição.

“Estamos a aumentar o campo de ação quer em Kiev como noutras cidades ucranianas. Contamos com o apoio de empresários e cidadãos anónimos e queremos mostrar a Viktor Yanukovich e ao mundo que em causa não está um processo político, mas sim um protesto do povo contra as autoridades ucranianas” refere um dos líderes da oposição Arseniy Yatsenyuk.

O chefe da diplomacia alemã reúne-se, esta quinta-feira, com o primeiro-ministro ucraniano.

A contestação popular ganha força um dia depois de o Parlamento ter chumbado uma moção de censura apresentada contra o governo.