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Laure Prouvost no mundo maravilhoso do prémio Turner

Laure Prouvost no mundo maravilhoso do prémio Turner
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Foi com espanto e emoção que Laure Prouvost entrou esta semana no mundo maravilhoso do prémio Turner. Ninguém estava à espera que ela vencesse, nem os críticos nem a própria.

“Não estou pronta, não esperava ganhar, havia quatro artistas incríveis na corrida, nunca pensei que podia ganhar, estava convencida que não podia ganhar. Agradeço a toda a gente”, disse a artista plástica radicada francesa em Londres.

“Agradeço a todos aqueles que tornaram possível este projeto incrível. Permitiu-me crescer, tivemos de criar histórias onde a realidade e ficção se perdem. Espero que o meu avô nos oiça, no fundo do túnel onde deve haver ondas”, acrescentou.

Prouvost foi premiada pela obra “Wantee”, que inclui um filme sobre o desaparecimento do avô – uma figura fictícia que aparece frequemente na obra da artista.

“Não há barreiras, somos todos iguais, trata-se de inventar e de nos colocarmos numa postura criativa, somos todos criadores, as pessoas podem fazê-lo onde quer que estejam, estamos todos a criar”, disse ainda Prouvost.

O prémio Turner no valor de 30 mil euros é organizado pela Tate Gallery em Londres. Todos os anos, os quatro nomeados são conhecidos em Julho e apresentam uma exposição entre Outubro e Janeiro.

Para a ocasião, Prouvost retrabalhou uma das suas instalações. O trabalho é uma homenagem ao pintor e escultor alemão Kurt Schwitters. A artista recriou uma cozinha decorada com esculturas e bules de chá supostamente feitos pelo avô.

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