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Os grafites da revolução no Egito

Os grafites da revolução no Egito
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Durante anos, os muros das cidades egípcias estiveram cobertos de mensagens religiosas. Mas desde a revolução de 2011, os grafites transformaram-se numa forma de expressar ideias e e críticas, mensagens políticas e poéticas.

Para as autoridades, trata-se de vandalismo, os artistas falam de liberdade de expressão.O artista Mohammed Khaled mostra-se irredutível.

“É importante desenhar as ideias e os objetivos que defendemos. Queremos mostrá-los nos muros para que possam ser vistos todos os dias.são uma forma de ajudar as pessoas a perceber melhor a situação, e a colocar questões para que fiquem com uma ideia melhor do que se passa”, afirma Mohammed Khaled.

Críticas ao militares e à televisão estatal e homenagens aos mártires da revolução são alguns dos temas mais frequentes dos grafites no Cairo.

Mas o movimento não agrada à junta militar. As autoridades egípcias já limparam vários muros e querem proibir o grafite. Se a lei for aprovada, os autores das pinturas não autorizadas poderão ser punidos com uma pena de quatro anos de prisão e dez mil euros de multa.