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Diurético ajuda a tratar autismo

Diurético ajuda a tratar autismo
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Virgil sofre de autismo. Há dois anos, graças a um novo tratamento, houve uma atenuação dos sintomas da doença.

O tratamento faz parte de uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Nacional da Saúde e da Investigação Médica (INSERM) na cidade francesa de Brest.

Os investigadores partiram da hipótese que havia um nível elevado de cloro nos neurónios das crianças autistas e que um diurético poderia ajudar a travar a entrada do cloro nas células nervosas.

A hipótese foi confirmada nos testes feitos em animais. Os ratinhos autistas têm de facto um nível de cloro anormalmente elevado.
A redução do cloro tem um efeito similar ao da oxitocina, a chamada hormona do parto que protege os neurónios do bebé.

“Normalmente, durante o parto há uma diminuição do cloro produzido por uma hormona chamada oxitocina e demonstrámos que essa diminuição de cloro que é muito importante para a proteção do cérebro do embrião não acontece no caso dos ratinhos autistas”, afirmou Yehezkel Ben-Ari,investigador do INSERM.

No laboratório, quando se injecta um diurético antes do parto, a atividade cerebral do ratinho é normal. O procedimento não pode ser realizado em humanos porque não há despistagem pré-natal do autismo.

Para as famílias, os resultados da pesquisa são animadores.

“Dá-nos esperança, temos vontade de continuar a fazer parte da pesquisa”, declarou Moon Forestier, a mãe de Virgil.

“O autismo tem sido tratado como uma doença psiquiátrica ou como uma deficiência. Nunca houve evolução ao nível da pesquisa para combater a doença. Trata-se de uma primeira descoberta para nós, que nos permite mostrar que o autismo é um problema ao nível do cérebro”, afirmou M’Hammed Sajidi, presidente da associação francesa “Vencer o autismo”.

Os cientistas sublinham que o diurético em causa não é uma mólecula milagrosa que permite curar a doença mas uma forma de complemento para as diferentes terapias comportamentais e psíquicas que permite atenuar os sintomas.