O Lago Úrmia no noroeste do Irão é um dos maiores lagos salgados do planeta mas nos últimos anos perdeu 80 por cento da superfície: tem hoje cerca de mil metros quadrados
e corre o risco de desaparecer.
As autoridades iranianas dizem que a culpa é das mudanças climáticas mas grupos ecologistas locais apontam o dedo à política de construção de barragens.
“No passado, quando o lago estava vivo, havia uma vista fantástica e muitos turistas. Havia vida selvagem e as aves migratórias passavam por aqui. A vista era fabulosa”, contou Yahya Bolouri, um habitante.
Na região do Lago Úrmia vivem cerca de três milhões de pessoas.
Os riscos de seca afetam não apenas o noroeste do Irão mas também os territórios vizinhos da Turquia e do Azerbaijão.
Os protestos da população têm sido reprimidos pelas forças da ordem.
As autoridades iranianas recusam-se a escoar a água das barragens, com sugerem grupos ecologistas e da sociedade civil.
O governo iraniano é acusado de proteger os interesses económicos de certas empresas, nomeadeamente os negócios controlados pela Guarda Revolucionária Iraniana.
