Última hora
This content is not available in your region

Relato do dia mais sangrento da História da Ucrânia independente

Relato do dia mais sangrento da História da Ucrânia independente
Tamanho do texto Aa Aa

O dia de quinta-feira fica para a História da Ucrânia como o mais sangrento desde a independência do país, há mais de duas décadas.

Num dia em que há a lamentar mais de 60 vítimas mortais, vários manifestantes e polícias ficaram feridos e imagens mostram os feridos a serem arrastados pelas ruas de Kiev, numa tentativa de colocá-los ao abrigo de novas balas.

Num autêntico clima de guerra civil, atiradores furtivos disparavam do cimo de edifícios circundantes à Praça da Independência, epicentro de uma contestação que começou há três meses, teve uma acalmia e culminou, esta semana, num verdadeiro banho de sangue na capital ucraniana.

Os manifestantes fizeram reféns 67 polícias. Desconhece-se para onde foram levados e em que situação se encontram.

Maidan e os arredores da praça tornaram-se numa morgue a céu aberto, onde se alinhavam os corpos das vítimas mortais.

Para a História, fica também a mensagem da enfermeira Olesya Zhukovskaya, que anuncia via Twitter que está a morrer. Informações não confirmadas dão conta de que terá sido transportada para um hospital e que estará em estado crítico.

A contabilidade é difícil de estabelecer, mas os dados mais recentes dão conta de que mais de mil pessoas terão sido feridas nestes três dias de violentos confrontos na capital ucraniana.