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Protestos violentos em Nantes

Protestos violentos em Nantes
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“Guerrilha urbana” nas ruas de Nantes, foi como o ministro da Administração Interna Manuel Valls, classificou os protestos violentos que abalaram no sábado a cidade francesa, para rejeitar os planos de construção de um aeroporto.

A violência, que causou seis feridos entre as forças policiais, emergiu quando cerca de vinte mil pessoas, segundo as autoridades, protestavam, para rejeitar a construção do novo aeroporto, depois de o projeto ter recebido luz verde.

Há mais de um ano que movimentos ecologistas se opõem à construção, com alguns ativistas a ocupar o terreno, instalados em cabanas de madeira. A polícia já fez várias tentativas para evacuar a zona, mas sem sucesso.

Uma das manifestantes lembrou que “Já temos um aeroporto que funciona bem, numa cidade que não é a capital do mundo”, acrescentando que “Estamos aqui para dizer que estamos fartos de projetos inúteis”.

Entre os opositores do projeto estão também agricultores e políticos do partido verde, uma frente comum que considera que o novo aeroporto viria prejudicar o meio ambiente e equivale a desperdiçar dinheiro público em tempo de crise económica.

A polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água para reprimir os manifestantes, que lançaram tinta e pedras de calçada contra o edifício da câmara municipal e deitaram fogo a veículos e instalações pertencentes à empresa contratada para executar o projeto, que se prevê esteja pronto em 2017, com um custo de 580 milhões de euros.