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Investigadores da Universidade de Plymouth tentam prever inundações costeiras

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Investigadores da Universidade de Plymouth tentam prever inundações costeiras

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Muitos países da Europa recuperam de algumas das piores tempestades, em décadas. As alterações climáticas, o aumento do nível das águas, os padrões de tempestade são cada vez menos previsíveis. Estes processos combinados podem conduzir a um aumento da erosão costeira, em algumas regiões, a longo prazo.

Há três anos que investigadores da Universidade de Plymouth monitorizam as mudanças nas praias e falésias ao longo da costa da Cornualha. Gerd Masselink, geomorfologista costeiro, explica:

“Queremos perceber em que condições, em que ondas, em que marés, estas estruturas são suscetíveis de resistir às vagas e em que condições acontecem as inundações e elas desaparecem.
Se soubermos isso temos uma ferramenta para prever possíveis inundações costeiras, resultantes destas tempestades extremas”.

Em média, os investigadores dizem que esta costa recua 20 a 30 centímetros, por ano. Ainda assim, este ano esperam perder entre 2 a 3 metros.

Para prever possíveis inundações costeiras estão a ser usados aparelhos acústicos, câmaras térmicas, entre outros equipamentos. O objetivo é registar cada pequena mudança durante e depois de cada tempestade, como explica Claire Earlie, investigadora da Universidade de Plymouth:

“Este é um scanner a laser que usamos para digitalizar as falésias. Ele tem um laser rotativo e este feixe de laser aqui, que sai daqui, é giratório e esta máquina faz uma pesquisa na superfície costeira e digitaliza-a”.

Os investigadores esperam que os resultados do seu estudo ajudem, no futuro, a encontrar os locais a evitar para a construção de novas casas ou grandes infraestruturas como estradas e ferrovia.

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