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Protestos em Istambul exigem demissão de Erdogan

Protestos em Istambul exigem demissão de Erdogan
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Novo episódio dos escândalos na Turquia em torno do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan. Nas ruas de Istambul, manifestantes exigem a demissão do chefe do governo, que desta vez é acusado de ter aconselhado ao filho fazer desaparecer centenas de milhares de euros. A gravação de uma alegada conversa telefónica de Erdogan com o filho, foi apresentada no parlamento pelo líder do partido da oposição, afirmando estar confirmada a sua autenticidade.

O chefe do governo recusa demitir-se e diz que se trata de uma falsa gravação.
Numa retórica que já antes usara, Erdogan sublinhou que não é o ele, enquanto cidadão, que é visado, mas sim o chefe do governo, escolhido pelos eleitores. “Este é um ataque traiçoeiro contra o primeiro-ministro da República da Turquia. Quero sublinhar que isto não é um ataque contra Tayyip Erdogan ou o líder do Partido da Justiça e Desenvolvimento. Este é um ataque brutal contra o primeiro ministro da Turquia”, disse.

Pela primeira vez, Erdogan é acusado de envolvimento em desvios de dinheiro, explicou a jornalista turca Asli Aydintabas: “A confirmar-se isto, seria uma acusação diferente das anteriores, pois trata-se de esconder dinheiro em casa. Até agora, o que se ouvia dizer do primeiro-ministro não tinha a ver com dinheiro. Era sobre favores e influências, pressões sobre os ‘media’, era um amigo que lhe construiu uma moradia… Mas aqui trata-se de dinheiro, dinheiro vivo, na mão…”

A oposição quer a demissão imediata do governo, que considera ter perdido a legitimidade. Mas Erdogan repete que só o povo pode afastá-lo, nas urnas. Dia 30 de março, a Turquia tem eleições municipais e, em Agosto, as primeiras presidenciais directas. Erdogan não esconde que planeia suceder ao presidente Abdullah Gül.

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