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Diplomacia procura evitar guerra na Crimeia

Diplomacia procura evitar guerra na Crimeia
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Na Ucrânia, ainda se presta homenagem aos mortos na Praça da Independência e já se teme por outro banho de sangue, desta vez na região – agora separatista – da Crimeia.

De visita a Kiev, o chefe da diplomacia britânica deixou um aviso a Moscovo a propósito da intervenção na península autónoma: “É inaceitável e haverá consequências e um preço a pagar”, ameaçou William Hague.

A Alemanha afirma que “a União Europeia tem de evitar o abismo de uma escalada militar”.

Em Bruxelas, onde os responsáveis pela diplomacia europeia reúnem de emergência esta segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Suécia considerou que “ninguém tem o direito de invadir outros países sob o pretexto de alegadamente proteger os seus cidadãos”.

A União Europeia quer uma saída política para a crise na Ucrânia, uma solução que pode passar pelo envio para o terreno de uma missão de observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), um desejo que já foi expresso pelos Estados Unidos.

Para pressionar o Kremlin, os membros do G7 suspenderam os trabalhos de preparação da cimeira do G8, agendada para junho, em Sochi.

Moscovo já denunciou as ameaças ocidentais e apelou ao respeito do acordo de 21 de fevereiro entre a oposição e Ianukovitch que a Rússia, recorde-se, não assinou. Em Genebra, perante o Conselho dos Direitos Humanos da ONU, Serguei Lavrov, o chefe da diplomacia russa apelou ao arranque da “reforma constitucional com a participação de todas as regiões da Ucrânia (…) uma reforma que depois deve ser votada num referendo nacional”.

O secretário-geral da ONU apelou entretanto à calma e ao diálogo enquanto o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniuk declarou que “ninguém vai ceder a Crimeia seja a quem for”.