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Os afegãos sairam de casa para votar

Os afegãos sairam de casa para votar
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Os afegãos não cederam às ameaças e sairam para votar.
Segundo uma sondagem recente, três em cada quatro eleitores estavam a pensar votar. Muitos esperaram horas nas filas do recenseamento eleitoral e no dia das eleições os locais de voto não ficaram às moscas.

O povo afegão começou a votar desde as primeiras horas do dia, para escolher o novo presidente, que há-de governar o país nos próximos cinco anos.

No liceu feminino de Zarghona, a participação foi muito alta e houve quem tenha querido votar logo que as urnas abriram. É o caso de um homem que disse à euronews:
“Hoje é o décimo sexto dia do Hamal, vim aqui cumprir as minhas obrigações – islâmica e nacional. Cheguei cedo e fui um dos primeiros.”

Uma mulher sublinhou até não ter deixado que o medo a impedisse de votar:
“Votei e não me preocupo com o perigo. Não posso dizer em quem votei e não sei quem é o melhor candidato – isso, só Deus sabe”

A segurança terá aqui um papel muito importante – se os rebeldes conseguirem sabotar a votação, as tribos locais podem rejeitar o vencedor das eleições. A polícia mantém uma vigilância apertada, revistando cada uma das pessoas que entram nos locais de voto.
Mas a par da segurança, outra preocupação é a eventual fraude eleitoral, como disse uma observadora:
“Chamo-me Luísa, estou aqui como observadora. As pessoas vêm escolher o presidente e os conselhos provinciais. Desde que cheguei, não houve fraude nem problemas de segurança, o processo eleitoral tem decorrido bem”.

Estas eleições marcam o momento de transição democrática do país. Decide-se agora o futuro do Afeganistão.