Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Genocídio no Ruanda: a vergonha das Nações Unidas

Genocídio no Ruanda: a vergonha das Nações Unidas
Tamanho do texto Aa Aa

Aconteceu há 20 anos, mas o Ruanda não esquece. Em apenas três meses, foram mortas cerca de 800 mil pessoas.

As cerimónias oficiais arrancaram, esta segunda-feira, em Kigali na presença de vários líderes internacionais.

O aniversário está a ficar marcado pela exclusão da Bélgica e da França, países que o chefe de Estado ruandês acusa de terem participado no massacre em 1994.

“As pessoas que planearam e executaram o genocídio eram do Ruanda, mas a história mostra que por detrás de tudo isto estão outros países. É por isso, que continuamos à procura de uma explicação mais abrangente para tudo aquilo que aconteceu” afirma o presidente do Ruanda Paul Kagame.

Paris cancelou a deslocação da ministra da Justiça francesa ao Ruanda, enquanto o embaixador em Kigali viu a acreditação suspensa.

20 anos depois, o secretário-geral das ONU não esconde a vergonha pela postura, então, assumida pelas Nações Unidas. Ban Ki-moon reconhece que os capacetes azuis foram retirados do território quando a população mais precisava.

O silencio da comunidade internacional permitiu que cerca de 8 mil pessoas, a maioria tutsis, fossem, diariamente, chacinadas.

Centenas de milhares foram obrigadas a abandonar o país.