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Sobreviventes do Holocausto protestam com desobediência civil

Sobreviventes do Holocausto protestam com desobediência civil
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Húngaros, vítimas dos nazis ou descendentes, judeus ou não, escolheram a desobediência civil como forma de protesto contra um monumento que está a ser construído na Praça da Liberdade, em Budapeste. Representa a Hungria como vítima do nazismo e não como país aliado. Os cidadãos violam as barreiras de proteção para criar o que designam como “um monumento vivo” e atrasar a construção.

“Aqui a história é falsificada. Isto é algo que ninguém quer. Não entendemos por que estão a construir isto. Portanto, vimos todos os dias e destruímo-lo. Depois, eles reconstroem”, disse uma mulher.

O monumento representa a Hungria sob a forma de Arcanjo Gabriel, que é atacado por uma águia que simboliza a Alemanha. Durante a II Guerra Mundial, a Hungria aliou-se a Hitler. Deve estar acabado até 31 de maio, para comemorar o 70° aniversário da ocupação nazi da Hungria.

“O governo tenta construir um monumento de pedra e ferro com este significado, nesta praça, negando a responsabilidade da Hungria, quando 437 mil pessoas morreram nos campos de concentração”, afirmou o historiador Istvan Rév.

A maior organização judaica da Hungria decidiu boicotar as comemorações do Estado, em parte por causa da estátua.

Para comemorar o 70° aniversário do início da guetização dos judeus húngaros, a 16 de abril, o presidente da Hungria e o vice-primeiro-ministro participaram numa homenagem, noutro monumento. Admitiram a responsabilidade nacional, tal como um antigo ministro que propôs o dia de memória.

“Não vemos o Holocausto como algo acontecido num país remoto, mas como parte da história húngara, uma vez que os assassinos foram húngaros e as vítimas também. Portanto, isto é um assunto nosso, não um assunto histórico distante”, realçou o ex-ministro da Educação, Zoltán Pokorni.

Os críticos do monumento em construção acusam o Governo de estar a fazer a corte aos eleitores da extrema-direita com este projeto.