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Os alienígenas do mar

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Um cientista emerge de um mergulho ao largo das Florida Keys, Estados Unidos da América, e exibe um saco de plástico segurando uma criatura que brilha como uma opala, na água do mar. Este animal translúcido – uma alforreca pente – e os seus, igualmente, estranhos primos regeneram-se a uma velocidade surpreendente, caso sejam cortados. Alguns chegam mesmo a desenvolver um cérebro rudimentar. Os cientistas chamam-nos “os alienígenas do mar”.

Num laboratório flutuante único, a equipa de investigadores tenta encontrar os segredos escondidos nas estruturas genéticas dos animais. Os cientistas afirmam que, ao contrário dos seres humanos alguns animais podem regenerar o cérebro em três dias e meio. A equipa está a tentar entender como é que a atividade genética estimula os processos de cura.“Trabalho nestas coisas que parecem alforrecas mas não são alforrecas. Então comecei com isso. Depois tirei-lhe o cérebro e ele voltou a crescer. Estou a tentar perceber como é que isso acontece e como é que as moléculas e outras coisas funcionam neste animal de modo a perceber como é que ajudam o cérebro a voltar a crescer,” conta a cientista Rachel Sanford.

Os cientistas estão à procura de “reguladores mestres”, moléculas-chave que controlam o recrescimento.

Se tiverem êxito, o próximo passo é tentar perceber se os seres humanos possuem algo semelhante, algo que possa contribuir para a investigação sobre a recuperação da medula espinal ou lesões cerebrais.

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