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Detenção de Gerry Adams provoca suspeitas de aproveitamento político

Detenção de Gerry Adams provoca suspeitas de aproveitamento político
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O partido republicano irlandês Sinn Féin denuncia motivações políticas na detenção do líder Gerry Adams. O dirigente nacionalista está a ser ouvido desde quarta-feira à noite quando se apresentou numa esquadra da polícia de Antrim, na Irlanda do Norte, para um depoimento no âmbito da investigação à morte de uma mulher assassinada pelo IRA em 1972.

Martin McGuinness, o vice-primeiro-ministro da Irlanda do Norte, disse ver “esta detenção como uma tentativa deliberada para influenciar o resultado das eleições marcadas para dentro de três semanas no norte e do sul da ilha”.

Já Peter Robinson, primeiro-ministro da Irlanda do norte, declarou que tudo o que pode dizer é que o facto das pessoas saberem que ninguém está acima da lei fortalece o processo político na Irlanda do Norte”.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, também rejeitou as acusações de aproveitamento político, dizendo que o sistema judicial é independente, tanto em Inglaterra quanto na Irlanda do Norte e garantiu que não houve nenhuma interferência política neste assunto.

Em Dezembro de 1972, Jean McConville, mãe de dez filhos, foi sequestrada à porta de casa, na zona oeste de Belfast. O IRA suspeitava que fosse uma espia ao serviço da polícia britânica e acabou por reconhecer a responsabilidade da sua morte. O corpo foi encontrado apenas em 2003 numa praia da Irlanda do Norte.

Gerry Adams garante ser totalmente inocente e não ter tido “qualquer participação” no crime, um dos casos mais controversos dos 30 anos de violência que marcaram a Irlanda do Norte até aos acordos de paz de 1998.