Última hora

Última hora

Militares da OSCE sequestrados no leste da Ucrânia já estão em Berlim

Em leitura:

Militares da OSCE sequestrados no leste da Ucrânia já estão em Berlim

Militares da OSCE sequestrados no leste da Ucrânia já estão em Berlim
Tamanho do texto Aa Aa

Chegaram este sábado à noite a Berlim, na Alemanha, os sete militares internacionais que faziam parte do grupo sequestrado na leste da Ucrânia quando participava numa missão de observação pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Libertados no sábado, após intervenção da Rússia junto dos separatistas ucranianos, e transportados para Berlim num avião oficial do governo germânico, os militares – quatro alemães, um checo, um dinamarquês e um polaco – foram recebidos pelos ministros da Defesa da Alemanha, Ursula von der Lyden; da República Checa, Martin Stropnicky; e da Dinamarca, Nicolai Wammen.

Depois da receção oficial e do reencontro com as famílias, o líder do grupo, o coronel alemão Axel Schneider, tomou a palavra: “Gostaríamos de deixar aqui um enorme e sincero agradecimento pelos esforços que foram feitos por nós, simples soldados. Jamais irei esquecer isto. Assim como os soldados que estiveram comigo. Obrigado.”

O grupo sequestrado pelos separatistas ucranianos pró-russos em Slaviansk, no dia 25 de abril, era inicialmente composto por 12 elementos. Um sueco havia já sido libertado, a 27 de abril, por questões de saúde. Outros quatro eram ucranianos.

A intervenção do Kremlin, através do enviado especial Vladimir Lukin, foi decisiva na negociação com o autoproclamado presidente da câmara de Slaviansk, Viacheslav Ponomariov. Com o líder do grupo separatista ucraniano a assumir que a libertação dos militares da OSCE tinha sido uma decisão pessoal, Dmitri Peskov, o porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, saiu igualmente a público para garantir que a Rússia não controla os rebeldes no leste e no sul da Ucrânia, acrescentando inclusive que “é impossível convence-los a desarmarem-se e a deixarem a resistência, num contexto de ameaças diretas à sua sobrevivência”.

Numa troca de acusações com a Ucrânia, Peskov disse ainda que “falar de eleições neste contexto é no mínimo absurdo”, referindo-se às eleições presidenciais ucranianas marcadas para 25 de maio e que Moscovo quer ver anuladas, alegando que a Ucrânia, devido à violência e à divisão que se alastra no país, não está em condições de ir a votos. O governo ucraniano, por seu lado, considera o Kremlin responsável pela revolta de grupos armados no leste e no sul do país.