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Putin visita Crimeia entre coro de críticas

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Putin visita Crimeia entre coro de críticas

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Encarado como um ato de provocação pelas autoridades ucranianas, Vladimir Putin rumou à Crimeia para participar nas cerimónias do aniversário da libertação da cidade de Sebastopol do jugo nazi.

Sem tempo a perder, assim que terminaram os festejos do Dia da Vitória soviética sobre a Alemanha, esta sexta-feira em Moscovo, o chefe de estado russo rumou à baía da cidade de Sebastopol, base da frota russa no mar Negro.

Ao chegar, numa cerimónia que não tinha sido oficialmente anunciada, Putin tinha à espera uma multidão em euforia. Entre palmas e assobios, a primeira visita ao território anexado pela Rússia no referendo de 21 de março, foi marcada por um discurso nacionalista.

“O feito heróico da geração que derrotou o nazismo será sempre um exemplo de bravura, coragem vontade inabalável. Um exemplo de serviço altruísta à nação. Vós, veteranos, sois o nosso farol. E contribuíram, com o vosso exemplo moral, para devolver a Crimeia e Sebastopol à terra mãe”, disse o presidente russo.

A visita é gesto “inapropriado”, no entender do secretário-geral da Aliança Atlântica. A Anders Fogh Rasmussen juntam-se as críticas de Angela Merkel, que lamentou que Vladimir Putin tenha feito convergir os festejos com a primeira visita à Crimeia.