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Economia na zona euro compensa na Alemanha queda em Portugal

Economia na zona euro compensa na Alemanha queda em Portugal
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O crescimento económico da zona euro esteve abaixo do esperado no primeiro trimestre deste ano, com a Alemanha (0,8 por cento) a liderar as subidas e a Holanda (-1,4 por cento) as derrapagens, que incluíram Estónia (-1,2 por cento) Portugal, Chipre (-0,7 por cento), Finlândia (-0,4 por cento) e Itália (-0,1 por cento).

À imagem da inflação em abril face a março, o Produto Interno Bruto (PIB) no perímetro da moeda única manteve entre janeiro e março o ritmo de crescimento do trimestre anterior de apenas 0,2 por cento por cento, contrariando as previsões de chegaria ao dobro do verificado. Na Europa, a 28, o PIB cresceu 0,3 por cento, recuando face ao valor (0,4 por cento) do último trimestre de 2013.

Com o PIB português a cair 0,7 por cento no vermelho depois da subida de 0,5 por cento do trimestre anterior, entre as quatro maiores economias da zona euro os dados dividem-se. com os alemães a servir de âncora ao bloco do euro, a economia da França estagnou e o PIB da Itália caiu mesmo no vermelho.

A Alemanha esteve em particular destaque, ultrapassando as expetativas e até dobrando o crescimento do último trimestre de 2013. O maior impulso surgiu do aumento do consumo interno e da construção, ajudados por um inverno pouco rigoroso. Só a exportações travaram um maior crescimento alemão.

Com a Espanha a registar também uma subida admirável do PIB, a economia francesa estagnou e está obrigada a reagir para atingir os objetivos de dois mil quatorze. Mas não será fácil. O consumo das famílias francesas voltou ao negativo e o investimento continua em baixa.

Tal como a França, a Itália também vinha de um envergonhado crescimento do PIB no último trimestre do ano passado, mas fez ainda pior na entrada deste ano: reentrou em recessão.

As exportações foram o calcanhar de Aquiles da recuperação económica europeia. Nesse sentido, o Banco Central Europeu está a preparar uma série de medidas que visam impulsionar o investimento das empresas e o consumo das famílias.