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Partidos radicais esperam conquistas estratégicas nas eleições europeias

Partidos radicais esperam conquistas estratégicas nas eleições europeias
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A poucos dias das eleições europeias, os partidos radicais não deixam de evidenciar a conquista crescente da simpatia dos eleitores em vários países.

Se para os analistas de Bruxelas, o “bloco dos descontentes”, como chamam ao grupo dos eurocéticos e radicais, continuará a ser marginal na correlação de forças, para formações como o Aurora Dourada, da Grécia, avizinham-se tempos de mudança.

“Pela primeira vez em décadas, o Parlamento Europeu será interessante, porque terá partidos nacionalistas de toda a Europa para deter as ações descontroladas dos colarinhos brancos, dos bancos”, diz Ilias Panagiotaros, deputado da formação Aurora Dourada.

Uma questão de perspetiva, mas que poderá acarretar consequências imprevisíveis já a partir de 25 de maio.

“A União Europeia fez muitos progressos, mas não o suficiente para serem apreciados pelos eleitores com menores rendimentos da Europa e pelas gerações mais jovens de europeus. Isso quer dizer que o terreno é fértil, para o florescimento de visões políticas populistas e simplistas”, explica Dimitri Sotiropoulos, analista político.

Foi esse terreno fértil que levou o humorista Beppe Grillo a assumir-se como terceira força política em Itália.

Acusado de populismo, o líder do Movimento 5 estrelas considera que o principal problema na Europa não é a moeda única mas sim “a forma como a política europeia é feita, ignorando os interesses dos cidadãos: “Queremos criar uma Europa para os cidadãos. E aumentar o conhecimento da Europa para os 500 milhões de habitantes que nada sabem sobre o velho continente. Esse é o álibi dos políticos.”