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Papa Francisco na Terrra Santa: peregrino da tolerância e da união

Papa Francisco na Terrra Santa: peregrino da tolerância e da união
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O Papa Francisco é esperado com ansiedade na Jordânia, em Israel e nos Territórios Palestinianos – antes de Belém e de Jerusalém, visita Amã, capital da Jordânia, país árabe com uma pequena comunidade cristã. Serão três dias intensos em três países, para defender a paz no Médio Oriente, assim como as as minorias cristãs ameaçadas e para se encontrar com o chefe máximo da igreja ortodoxa, o patriarca Bartolomeu I.

A responsável palestiniana pelo Turismo, Rula Maayah, considera esta viagem um marco histórico “por Sua Santidade viajar na Palestina em veículos normais, sem proteção especial, por mostrar que se sente seguro entre os palestinianos. Ele vai cumprimentar os palestinianos, juntar-se à multidão”.

Francisco é o quarto Sumo Pontífice dos tempos modernos a pisar a região onde nasceu São Pedro, depois de Paulo VI (1964), de João Paulo II (2000) e de Bento XVI (2009). E depois de tantos apelos insistentes à paz no Médio Oriente, feitos no Vaticano, espera-se que o novo Papa aproveite os banhos de multidão e os contactos com os governantes para insistir na mensagem de tolerância.

Também é muito esperado o encontro com o patriarca ecuménico de Constantinopla (a atual Istambul, na Turquia), que lidera uma igreja com 300 milhões de crentes:

“A minha esperança é que ele incite todos os cristãos a manterem a fé, a identidade e a não deixarem a sua terra. Porque os cristãos são daqui. Têm o seu lugar no Oriente”, afirma um peregrino.

Certo é que, além de apelar à paz, o Papa terá uma palavra de conforto para os cristãos do Médio Oriente, que resistem no Líbano e no Egito (apesar dos ataques a igrejas), mas que do Iraque à Síria (onde um quarto dos cristãos fugiu por causa da guerra) veem a violência sectária ameaçar a sua comunidade, impelindo muitos para a emigração.

Eamon Kelly, padre católico explica o significado desta visita de um modo simples:

“Há três grandes religiões em Jerusalém, têm as suas raízes históricas aqui, e aprendermos a viver juntos é um grande desafio. O Papa Francisco vem como um Pai”.

Francisco viaja no ano em que se celebra meio século da histórica deslocação de Paulo VI à Terra Santa e o anúncio da viagem foi feito a 5 de janeiro, exatamente 50 anos depois do encontro em Jerusalém entre o antecessor e o então patriarca de Constantinopla, Atenágoras.