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Populações dos balcãs constatam destruição das inundações

Populações dos balcãs constatam destruição das inundações
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Nos balcãs, onde as inundações das últimas semanas mataram 47 pessoas e deixaram milhares sem abrigo, as populações tentam dificilmente retomar a vida nos locais que abandonaram face ao perigo.

Muitos voltam apenas para constatar os estragos e a desolação que resta depois de as águas se retirarem.

Na aldeia de Rebelij, na Sérvia este idoso lamenta: “Já não existe vida aqui, mas temos que continuar. Não tenho para onde ir”.

Sérvia, Bósnia e Croácia viveram as piores cheias do último século.
Na Bósnia para além da reconstrução necessária as autoridades inquietam-se com a possível deslocação de milhares de minas que restam da guerra e alertam as populações para o perigo.

Muitos agarram-se à esperança de uma vida melhor, acreditando que depois da tempestade vem a bonança, como é o caso de dois casais de uma aldeia próxima de Zenica, que ficou completamente destruída.

As inundações atrasaram os casamentos previstos e hoje, perante a comunidade , concretizaram a união.

Uma das noivas diz que ela e o marido ficarão por enquanto na casa de uma tia e depois verão, porque já não têm casa. Ficaram sem nada.

Na aldeia vizinhos e amigos mobilizaram-se para oferecer aos noivos uma primeira ajuda… preciosa.

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