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Ucrânia poderá entrar na UE "dentro de dez anos", diz chefe da diplomacia

Ucrânia poderá entrar na UE "dentro de dez anos", diz chefe da diplomacia
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A União Europeia (UE) apelou a todas as partes do conflito na Ucrânia para que respeitem o cessar-fogo decretado pelo governo de Kiev, na passada sexta-feira.

No final da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, no Luxemburgo, foi também feito um apelo à Rússia para travar o fluxo de combatentes e armas para o país vizinho.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, disse que “todos os ministros apoiaram o plano de paz, que consideram uma grande oportunidade para acalmar a situação, e apelaram a todas as partes para que cumpram o cessar-fogo e criem as condições para aplicar o plano. Pedimos, em particular, à Rússia que use a sua influência para garantir a devida implementação do plano”.

Em exclusivo para a euronews, o novo ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia explicou as ambições do país em termos de integração na comunidade internacional.

Pavlo Klimkin vê o acordo de parceria política e de livre comércio com a UE, a assinar já esta sexta-feira, em Bruxelas, como um passo crucial para uma futura integração no bloco europeu.

James Franey/euronews (JF/euronews): “Falemos sobre a eventual adesão da Ucrânia à UE e à NATO, porque não está muito claro se desejam tanto a adesão à UE como à NATO no médio, longo prazo?”

Pavlo Klimkin/ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia (PK/MNE Ucrânia): “A nossa posição é absolutamente clara. Em primeiro lugar, não há nada de estranho no facto da Ucrânia se vir a tornar um membro da UE porque é um país europeu, um país democrático. É essa a nossa ambição e há um consenso a nível político, mas também é algo consensual na sociedade ucraniana, que deseja essa entrada na UE. Mas a adesão à NATO não está nos nossos planos porque sobre isso não existe um consenso na Ucrânia”.

JF/euronews “Quando pensa que será possível à Ucrânia tornar-se membro de pleno direito?”

PK/MNE Ucrânia: “Porque não dentro de dez anos? Se analisarmos o que aconteceu nos mais recentes Estados-membros – como a Polónia e outros -, o período de preparação para a adesão, incluindo a negociação, foi mais ou menos de dez anos. Não se trata de fazer especulação, esta é uma clara ambição e por isso temos que definir metas ambiciosas para nós próprios. Caso contrário, os objetivos podem parecer impossíveis, uma espécie de milagre. Queremos tornar realidade este desejo da Ucrânia de fazer parte do projecto europeu e essa é também a minha ambição pessoal”.

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