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Balão entra na corrida ao turismo espacial

Balão entra na corrida ao turismo espacial
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Ir ao espaço num balão – como o galo de Barcelos lançado pelo português Marco Neiva – e mergulhar de novo no planeta azul – imitando o austríaco Felix Baumgartner – um sonho que poderá ser real para o grande público já dentro de dois anos.

Sedeada no Arizona, a World View Enterprises afirma ter dado um grande passo rumo à comercialização de viagens de balão até às camadas superiores da atmosfera terrestre.

A companhia realizou com sucesso um voo não tripulado que chegou aos 37 km de altitude e regressou à terra sem problemas.

“O voo de teste foi um sucesso fenomenal. Recolhemos dados de todos os momentos da viagem, desde a forma como o balão se comporta durante o lançamento à forma como se irá deslocar nas camadas superiores da atmosfera”, refere o responsável técnico da empresa, Taber MacCallum.

Propulsionadas por um balão com mais de 1 milhão de metros cúbicos de hélio e depois sustentadas por um paraquedas dirigível, quando descem abaixo dos 15 km de altitude, as cápsulas irão poder transportar dois pilotos e seis passageiros até 120 mil pés de altitude.

“Descolamos suavemente do planeta e flutuamos até ao topo da atmosfera como os cubos de gelo flutuam num copo de água”, resume MacCallum.

A vista será de cortar a respiração para quem tenha cerca de 55 mil euros para pagar um passeio que demora menos de duas horas na subida até ao espaço.