Última hora

Última hora

Socialista Martin Schulz reeleito presidente do Parlamento Europeu

Em leitura:

Socialista Martin Schulz reeleito presidente do Parlamento Europeu

Socialista Martin Schulz reeleito presidente do Parlamento Europeu
Tamanho do texto Aa Aa

Tal como esperado face ao acordo de bastidores entre os partidos do centro-direita, do centro-esquerda e liberal; o socialista alemão Martin Schulz foi reeleito presidente do Parlamento Europeu (PE).

Com dois terços dos votos expressos na sessão constitutiva, esta terça-feira, na cidade francesa de Estrasburgo, Schulz disse que “a democracia só pode ser construída seguindo a regra do respeito pela dignidade humana”.

“Aquele que puser em causa as regras do respeito mútuo e da dignidade humana vai ter de enfrentar a minha mais firme oposição”, acrescentou o presidente, que ficará em funções até janeiro de 2017 (a segunda metade da legislatura terá outro presidente, como “dita” a tradição entre os dois maiores partidos).

O PE tem agora 751 eurodeputados, metade dos quais são estreantes e cuja primeira tarefa foi eleger o presidente.

Face a uma maior presença de eurodeputados nacionalistas e críticos da União Europeia (UE), Manfred Weber (líder da bancada de centro-direita, que ganhou as eleições) explicou que o acordo de bastidores é “um comportamento democrático normal”.

“Apresentámos as nossas ideias durante a campanha mas, como não obtivemos a maioria, tivemos de fazer uma coligação”, acrescentou Weber.

Na corrida para o cargo estavam outros três eurodeputados: o britânico Sajjad Karim, pelos conservadores, a austríaca Ulrike Lunacek, pelos ecologistas, e o espanhol Pablo Inglesias, pela esquerda radical.

Pablo Inglesias, do partido Podemos (ligado ao chamado movimento Indignados), disse à euronews que vai dar um voto de confiança ao líder socialista.

“Penso que é difícil estabelecer formas de cooperação com Martin Schulz se ele continuar a agir como tem feito até agora. Vamos estender-lhe a mão, mas a chave para cooperar é acabar com a política de austeridade”, referiu o eurodeputado espanhol.

Schulz prometeu lutar por legislação que induza crescimento e emprego na UE, nomeadamente uma reforma fiscal e maior luta contra a especulação financeira.

Mas na cerimónia, o eurocético e líder dos Conservadores e Reformistas Europeus, Nigel Farage, preferiu virar costas ao hino da UE.