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Situação em Gaza inflama protestos do "dia de Jerusalém" na Europa

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Situação em Gaza inflama protestos do "dia de Jerusalém" na Europa

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Milhares de pessoas manifestaram-se, esta sexta-feira, em várias cidades da Europa para assinalar o “dia de Quds”, o dia contra a ocupação de Jerusalém, instituído pelo Irão em 1979.

O protesto contou, pela primeira vez, com uma participação recorde, inflamado pela situação em Gaza.

Mais de duas mil pessoas protestaram em Bruxelas contra a ofensiva israelita, numa marcha, enquadrada pela polícia e com a proibição expressa de apelos ao ódio e de bandeiras de grupos considerados terroristas, como o Hezbollah libanês.

“Não se trata de uma guerra entre o Hamas, os palestinianos e Israel. Trata-se de um genocídio. O que está a acontecer em Gaza é uma guerra genocidiária. Estão a matar não só os nativos da região, mas também os civis”, afirma um manifestante pró-palestiniano.

Na Alemanha, cerca de 1.200 pessoas desfilaram, em Berlim, com palavras de ordem contra os bombardeamentos em Gaza e o governo israelita, descartando as acusações de antisemitismo que inflamam, nos últimos dias, o debate no país.

A comunidade judaica alemã organizou, igualmente, duas contra-manifestações na capital.

“Estamos aqui para defender o direito à existência de Israel, neste momento problemático. Não podemos continuar a tratar o país como um ‘papão’ quando não é o único responsável pela situação atual”, afirma um manifestante.

Os protestos foram marcados por um momento de tensão entre pró-palestinianos e pró-israelitas, no centro de Berlim, rapidamente contido pela polícia.

O Reino Unido e a Áustria foram, igualmente, palco de manifestações para assinalar o “dia de Jerusalém”, quando estão marcados novos protestos contra a ofensiva de Gaza, para este fim de semana, em várias cidades europeias, como em Paris, onde as autoridades voltaram a proibir o protesto por razões de segurança.