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Cambodja: Dois líderes dos Khmeres Vermelhos condenados a prisão perpétua

Cambodja: Dois líderes dos Khmeres Vermelhos condenados a prisão perpétua
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Os dois mais altos dirigentes dos khmeres vermelhos, ainda vivos, foram condenados pelo Tribunal Internacional para o Cambodja a prisão perpétua.

A condenação é por crimes contra a Humanidade, extermínio, perseguição política e outros atos desumanos, durante o regime do Cambodja Democrático, entre 1975 e 1979.

Nuon Chea, de 88 anos, era o ideólogo do regime e Khieu Samphan, de 83, o chefe do Estado.

Segundo um juiz do tribunal de Phnom Pen, ainda que os condenados recorram da sentença nunca serão libertados.

Devido à idade avançada dos réus e às críticas sobre a lentidão da justiça, a tramitação processual foi reduzida. No início do processo eram quatro os acusados, mas a ministra dos Assuntos Sociais do regime foi declarada inimputável por demência e o seu marido, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros, faleceu no ano passado, com 87 anos.

Pol Pot, conhecido como o “número um”, morreu em 1998 sem nunca ter sido julgado.

Nuon Chea e Khieu Samphan têm em curso um outro julgamento que começou em julho, onde são acusados de genocídio, num processo que diz respeito apenas aos crimes sobre cidadãos vietnamitas e da minoria muçulmana Cham.

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