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Festival de Cinema de Sarajevo celebra 20 anos

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Festival de Cinema de Sarajevo celebra 20 anos

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Para celebrar os vinte anos do festival de Cinema de Sarajevo, a cidade convidou várias celebridades da sétima arte, entre elas, Mike Leigh. O realizador britânico deu uma masterclass de cinema. O público pôde ainda ver uma retrospetiva da obra de Michael Winterbottom.

O festival criado durante a guerra na Bósnia tornou-se numa plataforma de comunicação e financiamento para coproduções e novos projetos.

A edição deste ano contou com 700 profissionais do mundo do cinema.

Para o diretor do evento, o sucesso do festival mostra que a Bósnia começa a renascer das cinzas da guerra.

“A região tem uma nova geração de talentos que falam sobre coisas novas. Pouco a pouco, a guerra da ex-Jugoslávia começa a fazer parte do passado. Fala-se mais na transição, na família, nos problemas e desafios das novas gerações”, disse Mirsad Purivatra.

Entre os convidados de honra, a fotógrafa Annie Leibovitz. Vinte anos depois de ter feito uma reportagem fotográfica sobre a guerra dos balcãs, a artista regressou a Sarajevo e viu muitas diferenças.

“Há muita energia em Sarajevo. A cidade vive aquele período em que após um incêndio as flores e a relva recomeçam as crescer. As coisas estão vivas, estão muitos diferentes. Antes a cidade estava viva mas de outra forma. É um privilégio estar aqui”, disse a fotógrafa norte-americana.

Este ano o prémio para melhor filme foi para « Song of My Mother », a primeira obra do realizador turco Erol Mintas.

“Este filme retrata uma família curda que vive na Turquia. Tentámos mostrar algumas coisas que os curdos viveram nos últimos anos e que esperamos que não voltem a acontecer”, disse o realizador.

“Song of My Mother” passa-se num bairro de refugiados curdos, nos subúrbios de Istambul. A ação gira em torno de um professor obrigado a decidir entre viver com a mãe ou com a namorada que está grávida.

O ator turco Feyyaz Duman incarna o papel principal.

“A língua curda não é usada no sistema educativo por isso foi difícil, quando somos escritores, queremos usar a língua de forma profissional. Foi a minha primeira experiência de escrita em curdo académico. Como recebemos um prémio penso que fizemos um bom trabalho”

“Brides” recebeu o prémio especial do júri. O filme da realizadora georgiana Tinatin Kajrishvili retrata a vida de uma mulher casada com um prisioneiro que um dia se apaixona por outro homem.

Mari Kitia venceu o prémio para melhor atriz.

“Brides” é o primeiro filme de Tinatin Kajrishvili.

“O filme baseia-se na minha experiência pessoal. É muito difícil fazer um filme sobre a nossa própria vida. A história inspira-se no meu marido que esteve seis anos na prisão”, disse a cineasta.

A realizadora Una Gunjak nasceu em Sarajevo mas vive em Londres. Este ano venceu o prémio para melhor curta-metragem com o filme The Chicken. A atriz Iman Alibalic incarna o papel principal.

A curta de ficção desenrola-se durante a guerra em Sarajevo. Como presente de aniversário a protagonista recebe um frango. Quando se apercebe que o animal vai morrer para alimentar a família, decide libertá-lo.

No total, a vigésima edição do festival programou 250 filmes de mais de sessenta países.

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