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Dente-de-leão: planta indesejada com valor económico?

Dente-de-leão: planta indesejada com valor económico?
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As flores de dente-de-leão podem ser um verdadeiro pesadelo para os jardineiros.

Mas a planta indesejada pode ter um grande valor económico.

Várias equipas de investigadores, na Europa, querem aproveitar o dente-de-leão para fabricar borracha para pneus.

O Instituto de Biologia Molecular de Fraunhofer, em Muenster, na Alemanha, dedica-se ao estudo de uma espécie de dente-de-leão originária do Cazaquistão.

“Estamos a trabalhar com dentes-de-leão, à procura dos genes envolvidos na biossíntese da borracha. Com este conhecimento, queremos criar novas plantas que produzem maior quantidade de borracha e borracha mais estável, em condições reais”, afirmou Dirk Pruefer, diretor do projeto.

Os pneus tradicionais são feitos a partir de borracha natural e borracha sintética fabricada a partir de derivados do petróleo.

São produzidas mais de vinte milhões de toneladas de borracha natural por ano. A Tailândia, a Indonésia e a Malásia são os maiores produtores.

“Um dos maiores desafios da pesquisa é produzir plantas novas com mais borracha para que a sua utilização seja mais rentável do ponto de vista económico. Por isso, estamos a trabalhar a vários anos neste projeto para desenvolver novas espécies que permitam produzir uma borracha mais estável”, acrescentou o investigador.

Os cientistas esperam lançar as bases para conceber um produto complementar à borracha natural e à borracha sintética e evitar a dependência de matérias-primas importadas.

Por enquanto, a investigação encontra-se numa fase experimental. Ainda não há datas sobre uma eventual produção à escala industrial.

Em Singapura, um projeto de investigação aposta nas luzes LED para melhorar a produtividade agrícola em estufas.

A iniciativa é extremamente importante para o pequeno estado asiático obrigado a importar a quase totalidade dos vegetais que consome.

Graças aos avanços na tecnologia LED, os cientistas pode escolher o tipo de luz mais adequada para cada tipo de planta, o que melhora o rendimento agrícola.

“As nossas luzes LED foram desenhadas para simular dois dos sete tipos de luz solar necessários à fotossíntese. Nós controlamos o tipo e a duração da luz para conseguir as condições ideais para cada cultura”, disse Alfred Tham, gestor do projeto.

Além da seleção do espectro de luz ideal para cada cultura, o projeto passa por monitorizar todo o processo de crescimento das plantas, para que nada seja deixado ao acaso.

“Medimos e controlamos a humidade do solo e o PH, segundo vários processos. A nossa água é tratada através de um sistema de filtragem para atingir o nível de qualidade necessário para o crescimento da planta”, acrescentou o investigador.

Uma das grandes vantagens do sistema desenvolvido em Singapura é a redução do tempo de maturação das plantas.

Alguns restaurantes já começaram a cozinhar os vegetais produzidos de acordo com o novo processo e as reações foram positivas.