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Catalunha quer seguir os passos da Escócia no desafio separatista

Catalunha quer seguir os passos da Escócia no desafio separatista
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O referendo de 18 de setembro sobre a independência da Escócia, agora parte do Reino Unido, tem mobilizado as atenções por toda a Europa; mas sobretudo na Catalunha, região espanhola com as mesmas aspirações.

O estatuto dentro da União Europeia é um dos temas delicados, mas o eurodeputado escocês Ian Hudghton considera que “o governo britânico, atualmente Estado-membro, terá, em conjunto com o governo escocês, de dialogar com os outros países da União para assegurar uma transição suave”.

Referendo semelhante é desejado pelas autoridades da Catalunha, até ao final do ano, mas tal é recusado pelo governo central espanhol.

No que toca às expetativas de se manter na União Europeia, o eurodeputado catalão Ernest Maragall diz que “a Catalunha é uma velha nação e deve agir em conformidade. Quer contribuir para a União e não exigir dela alguma coisa ou pedir a sua proteção”.

Mas se é verdade que os dois casos têm semelhanças, a Escócia tem a vantagem do contar com o compromisso britânico de respeitar o resultado do referendo.

Para a analista política do Centro de Estudos de Política Europeia, Sonia Piedrafita, o único problema da Escócia face à União é “pensar que pode exigir exceções iguais às que tem o Reino Unido, tais como continuar a usar a libra. Ou o facto de não ter um banco central independente”.

“O caso da Catalunha é diferente porque o governo espanhol contesta a convocação do próprio referendo e espera-se que as autoridades catalãs respeitem essa decisão. Caso contrário, incorreriam num ato de desobediência civil”, acrescentou Sonia Piedrafita.

O parlamento regional da Catalunha vai votar a convocação do referendo, numa sessão extraordinária, a 19 de setembro.

O governo regional liderado pelo independentista Artur Mas diz que tudo está pronto para que a consulta seja realizada pouco depois, a 9 de novembro.