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Governo espanhol convoca reunião de emergência para bloquear referendo catalão

Governo espanhol convoca reunião de emergência para bloquear referendo catalão
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A derrota dos independentistas na Escócia não abala as ambições do governo catalão. O parlamento da Catalunha aprovou, esta sexta-feira, por uma larga maioria (106-28), a proposta de lei que permite convocar um referendo sobre a independência da região autónoma dentro de dois meses.

Uma decisão que necessita ainda de ser promulgada pelo líder catalão Artur Mas, quando Madrid se prepara já para boquear a decisão junto do Tribunal Constitucional.

“O primeiro ministro Mariano Rajoy tem que agir como David Cameron e permitir a consulta popular”, afirma Carme Forcadell, líder da campanha pela independência.

Para a líder do partido popular da Catalunha, Alicia Sanchez Camacho, “trata-se de um dia triste para a democracia e para os espanhóis. Uma lei que é claramente inconstitucional foi aprovada para permitir um referendo que pergunte aos catalães se querem separar-se do resto de Espanha”.

O primeiro-ministro Mariano Rajoy que denuncia o referendo não vinculativo como inconstitucional, convocou uma reunião extraordinária do governo para este fim de semana, à espera da oficialização da nova lei por parte do líder catalão.

Artur Mas poderia, no entanto, não promulgar imediatamente a decisão do parlamento de forma a atrasar a resposta do governo, quando Rajoy deverá realizar uma visita à China, na próxima semana.