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Ipad Air 2: Apple aposta nos tablets para aumentar vendas

Ipad Air 2: Apple aposta nos tablets para aumentar vendas
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Com o lançamento do Ipad Air 2, a Apple espera conquistar uma nova fatia do mercado dos tablets.

O novo aparelho tem 6.1 milímetros de espessura, um processador de 64 bits e está equipado com um sensor que permite usar a impressão digital como um código de acesso.

Tal como o modelo anterior, a bateria tem uma duração máxima de dez horas mas há melhorias na resolução do ecrã, o que permite competir no mercado dos videojogos.

Outra novidade: o Ipad Air 2 inclui o novo sistema de pagamento a crédito Apple Pay.

O preço do novo Ipad Air 2 deverá situar-se entre os 400 e os 500 euros para o modelo de base.

Mas não vai ser fácil singrar no mercado dos tablets.

Depois de um período de graça, as vendas continuam a aumentar, mas, a um ritmo mais moderado.

Segundo os estudos de mercado da Gartner, as vendas deverão crescer 11% em 2014 o que compara com uma progressão de 55% no ano passado.

Para conhecer o futuro dos tablets no mundo da eletrónica de consumo, a euronews falou com Paolo Ottolina, perito em tecnologia do jornal italiano “Corriere della Sera”.

O especialista afirma que devido à crise económica, os consumidores terão tendência a comprar aparelhos com duas funções, telefone e tablet. Por outro lado, os atuais modelos de tablet são mais adequados para um uso doméstico do que profissional.

euronews: “Há quem diga que os tablets estão em crise, concorda?”

Paolo Ottolina: “Talvez se lembre que há alguns anos atrás, depois do lançamento do primeiro Ipad, Steve Jobs disse que tínhamos entrada na era pós-pc e que no futuro os computadores pessoais poderiam desaparecer e ser substituídos por algo diferente. Mas no ano passado, as vendas do Ipad da Apple começaram a regredir apesar de haver novos modelos inclusive formatos mais pequenos. Talvez porque os utilizadores profissionais deram-se conta de que o tablet é prática para ir à Internet e escrever e-mails curtos, ver filmes e ouvir música mas não é tão prático para escrever textos longos e trabalhar normalmente. Foi por isso que os tablets tradicionais venderam menos no ano passado e as vendas dos velhos pcs melhoram um pouco. Por exemplo, olhemos para este objeto é um tablet mas pode transformar-se num pequeno computador portátil e ser usado para fazer apresentações”.

euronews: “Há cada vez mais aparelhos híbridos. Pensa que são o futuro?”

Paolo Ottolina: “É uma das possibilidades. Penso que, por um lado, temos a nova onda dos tablets, nascidos com o Ipad. São aparelhos táteis sobretudo para usar em casa. Por outro lado, temos aparelhos como este que podem ser usadas tanto em casa como no trabalho”.

euronews: “Os smartphones são cada vez maiores. Estão a competir com com os tablets?”

Paolo Ottolina: “Sim, sem dúvida, porque um smartphone como este com um ecrã de quase seis polegadas pode ser usado para fazer as mesmas coisas que um tablet de sete polegadas o que redinamizou um pouco o mercado. Por causa da crise económica, as pessoas preferem ter um só aparelho que funciona como smartphone e tablet do que ter dois aparelhos”.