Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Petróleo: Quem ganha e quem perde?

Petróleo: Quem ganha e quem perde?
Tamanho do texto Aa Aa

O preço do petróleo tocou, esta segunda-feira, mínimos de cinco anos. O barril de Brent chegou a valer menos de 68 dólares, o preço mais baixo desde outubro de 2009.

Desde junho, os preços recuaram 40% e mais de 10% só desde quinta-feira.

Na guerra dos preços, uns ganham. Outros perdem.

Quem ganha são os consumidores, as grandes economias importadoras, como Europa, China, Índia e Japão. Ganha também a Arábia Saudita, que mantém assim a quota de mercado, apesar da queda das receitas.

Entre os perdedores estão as companhias que exploram petróleo de xisto, já que os preços baixos tornam o investimento menos rentável. Saem penalizadas também as contas públicas do Irão, da Rússia, Venezuela e Nigéria, que têm de rever os respetivos orçamentos.

Azar Jammine, economista chefe de Econometrix, explica: “As implicações da queda dos preços são bastante grandes, porque há países cujas economias dependem, quase em exclusivo, da produção petrolífera. Com a queda dos preços do petróleo sentem uma redução, quase direta, das receitas das exportações”.

A OPEC decidiu manter a produção nos 30 milhões de barris por dia nos próximos seis meses. A Arábia Saudita, o principal produtor do cartel, recusou fechar as torneiras. O objetivo é atingir as receitas dos produtores de petróleo de xisto, cujo aumento da produção está em parte ligado à queda dos preços.

Os países exportadores esperam que o mercado estabilize entre os 65 e os 80 dólares por barril. Para já, para os consumidores, encher o depósito tornou-se mais barato, mas a economia europeia, por exemplo, ainda não tirou benefícios reais.