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As consequências da queda do preço do petróleo

As consequências da queda do preço do petróleo
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As empresas ligadas ao petróleo começam a refletir as consequências da queda dos preços do crude.

BHP Billiton, o maior grupo mineiro do mundo, anunciou que vai reduzir em 40% o número de plataformas de exploração de petróleo de xisto nos Estados Unidos. Das atuais 26 vai passar a 16 no final de junho.

O grupo anglo-australiano registou já encargos de 250 milhões de dólares para a venda de ativos petrolíferos nos Estados Unidos.

A petrolífera francesa Total toma também medidas face à queda do preço do barril. Em Davos, o presidente executivo, Patrick Pouyanné, revelou o corte de 10% no no investimento deste ano. No ano passado, o investimento ascendeu a 26 mil milhões de dólares.

Ao mesmo tempo, multiplicam-se os despedimentos. No último mês foram anunciados 17 mil. O último anúncio é da Halliburton.

O grupo, número dois mundial de serviços petrolíferos, vai despedir sete mil pessoas, ou seja, 11% dos efetivos.

O patrão da Halliburton Dave Lesar revela que, nos últimos dois meses, o número de poços explorados nos Estados Unidos recuou 15% e o investimento em plataformas marítimas caiu entre 25 e 30%.

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